
Na caverna hoje me encontro, presa nos meus pensamentos;
Quero ficar um tempo aqui e refletir; o meu descontentamento.
Teria eu direito de reservar-me?
Há tempos não há respeito na individualidade do ser humano;
Todos de alguma forma discreta ou indiscreta a minha vida invadem;
Tenho que forjar um vasto sorriso, manter-me por baixo de panos.
Se sorrio gloriosamente, dão suas conclusões somente,
se me abato por ventura, estou doente, assim dizem os dementes.
Então reservo-me na caverna, lá serei eu mesma,
Não me acompanhará nenhuma lesma;
Das vezes que a cabeça pra fora eu por;
e por ventura alguém me espiar;
Farei o que faço sempre, calarei a dor;
abrirei meus dentes, e novamente artista vou virar!
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